Glândula Pineal

GLÂNDULA PINEAL: FUNÇÕES NO ORGANISMO HUMANO, CUIDADOS PARA A SAÚDE E TRADIÇÃOMETAFÍSICA

            Este artigo tem por objetivo tratar sobre a glândula pineal, suas funções e efeitos no organismo humano, acerca do processo de calcificação e dos alimentos que promovem o seu melhor funcionamento, além do seu valor metafísico nas culturas e religiões através dos tempos.

A Pineal, ou epífese neural, é uma pequena glândula endócrina,com o tamanho aproximado de um caroço de laranja, que tem o formato de uma pinha, o fruto do pinheiro, localizada na parte superior do terceiro ventrículo do cérebro, ou seja, na parte central do cérebro. Anatomicamente, é considerada parte do epitálamo.Tem sua origem nas células neuroectodérmicas, as células mais primitivas do cérebro, cuja origem decorre das células embrionárias, e possui a superfície revestida pela cápsula pial.

Por sua vez, glândulas endócrinas são células especializadas, responsáveis por segregar substâncias que são lançadas diretamente na corrente sanguínea, com a função de regular várias funções do corpo humano, os hormônios. As principais glândulas endócrinas do organismo humano são: a PINEAL, que produz essencialmente melatonina; PITUITÁRIA, também conhecida como HIPÓFISE, situada no cérebro e responsável pela produção dos hormônios do crescimento humano, o tíreo-estimulante, a adrenocorticotropina,  o folículo-estimulante,  o luteinizante, a prolactina, a vasopressina e a oxitocina; TIROIDE, situada no pescoço em uma estrutura de dois lobos, que secreta os hormônios da tiroxina e da triidotironina; PARATIROIDES, localizados logo atrás da glândula tiroide, cuja função é secretar os hormônios paratiroide e paratormônio; ADRENAIS OU SUPRARRENAIS, situadas acima dos rins, produzindo os hormônios epinefrina e norepinefrina; PÂNCREAS, uma glândula de aproximadamente 15 cm de extensão, situada atrás do estômago entre o duodendo e o baço, tendo por função a produção da insulina e do glucagon; OVÁRIO, nas mulheres, e TESTÍCULOS, nos homens, são órgãos responsáveis pela produção de gametas, mas também atuam como glândula endócrina na secreção dos hormônios testosterona e estrogênio[1].

O produto da atuação das glândulas endócrinas são os hormônios, que nada mais são do que reguladores fisiológicos – eles aceleram ou diminuem a velocidade de reações e funções biológicas que acontecem mesmo na sua ausência, mas em ritmos diferentes, e essas mudanças de velocidade são fundamentais no funcionamento do corpo humano.Os hormônios são transportados pelo sangue, tornando todas as células humanas sujeitas a eles; no entanto, apenas certos tecidos têm a capacidade de reagir a determinados hormônios, os receptores hormonais[2].

A melatonina foi isolada e caracterizada como hormônio produzido pela glândula pineal na década de 1950. Ela é caracterizada como um hormônio não-esteroide, tendo como seu precursor a serotonina, que está presente em grandes concentrações na pineal. A sua produção obedece ao ciclo circadiano, ciclo dia-noite, em que a secreção aumenta logo após o início da escuridão, com picos no meio da noite, reduzindo-se ao amanhecer. Em geral, a síntese da melatonina é passível de controle pela luz[3].

Como função mais abrangente, a melatonina ajusta a resposta do organismo às condições do escuro, permitindo que haja uma adaptação do homem ao noturno, de forma que ele possa desempenhar as suas atividades. A concentração de melatonina varia conforme a idade, havendo maior produção na infância e menor em idade avançada. Não obstante, as propriedades da melatonina fazem com que ela participe dos mais diversos processos fisiológicos[4].

Desde a década de 1950, a comunidade científica tem feito um esforço considerável para delimitar as funções da epífise, havendo sido constatado sua influência na regulação dos mais diversos eventos fisiológicos, metabólicos e comportamentais, como: no SONO, eis que a maior secreção de melatonina durante a noite leva à dormência; nas DOENÇAS NEUROLÓGICAS, tendo em vista que a pineal tem um papel importante na regulação e modulação da atividade elétrica cerebral, inclusive foi observada a sua relação com a Doença de Parkinson; no SISTEMA IMUNOLÓGICO, em função da ritmicidade circadiana na maioria das funções, nitidamente influenciados pela melatonina; no CÂNCER, com efeito inibitório proporcionado pela pineal; nos DISTÚRBIOS PSIQUIÁTRICOS, especialmente na depressão e esquizofrenia[5].

Ante o exposto, percebe-se que a glândula pineal e a melatonina podem servir de instrumento terapêutico, na medida em que se desenvolve o conhecimento de suas funções no organismo humano e seu papel chave na prevenção e desenvolvimento de doenças.

A CALCIFICAÇÃO DA PINEAL E OS ALIMENTOS QUE PROMOVEM A SUA DESINTOXICAÇÃO

A calcificação da glândula pineal apresenta-se como o principal fator de risco para que ela exerça as suas funções como reguladora dos processos hormonais do corpo. São muito fatores que levam à calcificação da pineal, tanto naturais como artificiais, como a idade avançada e uma dieta pobre, porém merece destaque, porque muitas vezes negligenciado, o papel danoso no flúor, fluoreto de sódio, na pineal.

Na década de 1990, a cientista britânica Jennifer Luke constatou, por meio de exames de tomografia, que o flúor se acumula a níveis notadamente altos na glândula pineal. Por possuir um tecido altamente passível de sofrer calcificações, além de ser naturalmente exposta a um elevado volume de fluxo sanguíneo, a pineal torna-se o principal local de acumulação de flúor em humanos[6].

O flúor é um gás halógeno, extremamente volátil e altamente reativo. Ao ser ingerido, é rapidamente absorvido pela mucosa do estômago e do intestino delgado. Sua via principal de eliminação são os rins, responsável por eliminarem 50% do flúor diariamente ingerido, e o restante tem que encontrar algum refúgio dentro do corpo, que é geralmente junto ao cálcio de alguns tecidos conjuntivos. Como os ossos e dentes são os maiores reservatórios de flúor no corpo humano, é para lá que o flúor tende a se dirigir, passando a deformá-los e a provocar o que se conhece cientificamente como fluorese[7].

Os íons de flúor (1,29Z) substituem com muita facilidade os íons da hidroxila (1,33Z) e incorporam-se à estrutura dos cristais de apatita. Diante do excesso de flúor, esses tecidos perdem a flexibilidade e tornam-se extremamente rígidos e quebradiços. Os depósitos calcificados presentes na pineal estão associados com a diminuição do número de pinealócitos (principais células da glândula responsáveis pela produção de melatonina), com a produção reduzida de melatonina, bem como com deficiências no ciclo sono-vigília, além de potencialmente destruírem a função normal na puberdade[8].

Não bastasse, inúmeros estudos têm reiteradamente atestado ser o flúor altamente tóxico, relacionando-o com a doença de Alzheimer e outras enfermidades que afetam o cérebro, portanto extremamente graves. Países como Finlândia, Japão, Suécia e Suíça já baniram o seu programa de fluoretação da água a fim de prevenir seus efeitos nocivos à saúde humana.

De outra parte, uma dieta pobre carregada de conservantes, açúcar branco, refrigerantes, determinados alimentos transgênicos, produtos químicos e pesticidas é um importante fator de risco para a calcificação e envelhecimento precoce da pineal.

Para evitar e combater a progressiva intoxicação da pineal, sugere-se cortar o consumo de flúor, tomar vinagre de maçã, comer alimentos ricos em iodo, cacau cru, óleo de côco, ervas e deixar de usar óculos de sol por um período que seja suficiente para os olhos absorverem a vitamina D oriunda dos raios solares.

TRADIÇÃO METAFÍSICA DA GLÂNDULA PINEAL

O primeiro a descrever a glândula pineal foi o anatomista Herophilos (280 AC) o qual atribui a pineal o papel de válvula do fluxo de informações através do cérebro. Posteriormente, um médico grego chamado Galen (129-200 AC) comparou a pineal às glândulas linfáticas. Para René Descartes (1596-1650), renomado filósofo da era do Renascimento, a pineal seria a fonte de ligação entre o corpo e a alma, dando origem à doutrina neuropsicofisiológica, em que se defende a ideia de que a alma tem a capacidade de gerir o corpo humano a partir de uma sede física, que, na concepção de Descartes, seria a glândula pineal[9].

Segundo a tradição hindu, a glândula pineal corresponde ao centro coronário, também conhecido como chakra coronário. A palavra chakra é oriunda do sânscrito, e significa roda, ou disco giratório e trata dos Centros de Força do Homem. Estes centros enérgicos correspondem em localização anatômica com as glândulas endócrinas. O chakra coronário é o sétimo situado no alto da cabeça, e os livros hindus chamam-no de lótus de mil pétalas. Por meio dele, há o desenvolvimento das experiências subjetivas do “Eu sou”. Trata do sentir o ritmo do dormir e acordar, inspirar e expirar, enfim, de todos os pares de oposição que vêm com o mundo objetivo e da forma, os ritmos que nos dão a lei cíclica e periódica de toda a manifestação[10].

No princípio, o centro coronário é como os demais chakras, uma depressão do duplo etérico, que é a parte invisível do corpo físico pelo qual fluem as correntes vitais que mantêm vivo o corpo, e serve de intermediário entre o pensamento e o corpo físico, onde penetra a divina energia proveniente do exterior. Porém, com a iluminação do homem, este chakra deixa de ser um simples canal receptor, mas um radiante foco de energia, uma proeminência ereta sobre a cabeça como uma cúpula, uma coroa[11].

No que tange a Yoga, uma força distinta, ou “energia da vida”, de nome prana, anima o organismo humano interpenetrando o corpo em sete grandes localizações, os chakras, com correspondência física nas glândulas endócrinas. A função destes chakras é receber, acumular, transformar e irradiar o prana para as áreas onde eles fazem a energização. A palavra Yoga vem do sânscrito yug, que significa unir, juntar, integrar. Visa-se unificar o ser humano, seu corpo e sua mente, seu ego humano com a sua essência espiritual.

O Sahasrara Chakra, ou Lótus das Mil Pétalas ou ainda o Centro Superior é o chakra da epífise e está relacionado ao nível transcendental e transpessoal, é o ponto de ligação entre o individual e o cosmos, quando, devidamente desperto, o indivíduo alcança a consciência de unidade.

Na visão sustentada pelo Espiritismo, a glândula pineal tem diversas funções no corpo humano. Em relação à SAÚDE MENTAL, a epífise apresenta-se como a controladora do mundo emotivo, sendo aquela que preside os fenômenos nervosos da emotividade. A pineal, sobre as demais glândulas endócrinas, apresenta relação de ascendência ao segregar delicadas energias psíquicas. A FUNÇÃO REPRODUTIVA não escapa a pineal haja vista a segregação de hormônios psíquicos que exercem influência sobre as gônadas, assim como pela sua função de controladora do mundo emotivo. A epífise também é vista como CONECTORA COM O MUNDO ESPIRITUAL pelo Espiritismo[12].

É imperioso reconhecer que o tema glândula pineal encontra-se totalmente em voga atualmente. Já reconhecida como um meio de ligação entre o corpo físico e a alma há milhares de anos pelas principais tradições religiosas, ela também desponta no cenário científico como objeto de intensos estudos científicos, cujas funções vêm sendo progressivamente delimitadas.

REFERÊNCIAS

CANALI, Enrico e KRUEL, Luiz Fernando. Respostas hormonais ao exercício.

DALILA, Marina. Flúor pode afetar a pineal e gerar Alzheimer. Artigo encontrado no sítio https://www.epochtimes.com.br/alzheimer-esta-ligado-a-calcificacao-da-glandula-pineal/#.Vvk1V0dbQ.

LUCHETTI, Giancarlo et al. Aspectos históricos e culturais da glândula pineal: comparação entre teorias fornecidas pelo Espiritismo fornecida na década de 1940 e a evidência científica atual.

HISSA, Miguel et al. Melatonina e a Glândula Pineal.

MORENO, Alcione. A Glândula Pineal.

PACHECO, Marcelle Bastos et al. Propriedades da melatonina como fator de neuroproteção em doenças neurodegenerativas.

Autor: Euclides de Almeida Silva – Diretor do Instituto Namaskar – Parapsicologia Clínica Integrativa e Constelação Familiar Sistêmica.

Revisor: Euclides de Almeida Silva Filho.

[1] CANALI, Enrico e KRUEL, Luiz Fernando. Respostas hormonais ao exercício.

[2] CANALI, Enrico e KRUEL, Luiz Fernando. Respostas hormonais ao exercício.

[3] HISSA, Miguel et al. Melatonina e a Glândula Pineal.

[4] HISSA, Miguel et al. Melatonina e a Glândula Pineal.

[5] MORENO, Alcione. A Glândula Pineal.

[6] DALILA, Marina. Flúor pode afetar a pineal e gerar Alzheimer. Artigo encontrado no sítio https://www.epochtimes.com.br/alzheimer-esta-ligado-a-calcificacao-da-glandula-pineal/#.Vvk1V0dbQ

[7]DALILA, Marina. Flúor pode afetar a pineal e gerar Alzheimer. Artigo encontrado no sítio https://www.epochtimes.com.br/alzheimer-esta-ligado-a-calcificacao-da-glandula-pineal/#.Vvk1V0dbQ

[8]DALILA, Marina. Flúor pode afetar a pineal e gerar Alzheimer. Artigo encontrado no sítio https://www.epochtimes.com.br/alzheimer-esta-ligado-a-calcificacao-da-glandula-pineal/#.Vvk1V0dbQ

[9] PACHECO, Marcelle Bastos et al. Propriedades da melatonina como fator de neuroproteção em doenças neurodegenerativas.

[10] MORENO, Alcione. A Glândula Pineal.

[11]MORENO, Alcione. A Glândula Pineal.

[12] LUCHETTI, Giancarlo et al. Aspectos históricos e culturais da glândula pineal: comparação entre teorias fornecidas pelo Espiritismo fornecida na década de 1940 e a evidência científica atual.

Autor: namaskar

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