A MEDITAÇÃO E SEUS BENEFÍCIOS À SAÚDE FÍSICA E PSÍQUICA

26/05/2016

A MEDITAÇÃO E SEUS BENEFÍCIOS À SAÚDE FÍSICA E PSÍQUICA

 

            A experimentação dos estados meditativos pelos nossos antepassados remonta aos tempos pré-históricos, onde os homens caçadores-coletores alcançavam um alterado estado de consciência extático (proveniente do êxtase), muitas vezes ao contemplar o fogo, sendo que os benefícios dessas práticas eram-lhes úteis posteriormente em outros aspectos de suas vidas, como, por exemplo, na caça, vez que o foco e atenção eram colocados à prova, e os caçadores eram obrigados a abstrair-se em seus pensamentos de questões humanas[1].

            Posteriormente, no Oriente, a prática da meditação floresceu como tradição espiritual, considerada como o ponto central por muitas religiões para o atingimento da iluminação, que seria o estado de consciência mais profundo que coloca o humano integrado junto ao cosmos e ao divino. Há registros de intensas práticas meditativas entre os hinduístas, budistas, judeus e cristãos.

            Segundo Newberger[2], a meditação é “um complexo processo mental envolvendo mudanças na cognição, percepção sensorial, afeto, hormônios e atividade autonômica. É usada extensamente na prática fisiológica e médica para gerenciar o estresse, bem como em uma variedade de desordens físicas e mentais”.

            Já para Gyatso[3], o processo meditativo “cumpre muitas funções: supera problemas interiores, como aqueles que são criados pela raiva, inveja, apego e ignorância; controla a nossa mente e acarreta a paz interior; habilita-nos a cultivar intenções virtuosas, que nos levam a praticar boas ações; e elimina intenções não virtuosas, que nos levam a cometer ações prejudiciais”.

            Conforme a atenção é direcionada durante a prática medidativa, a meditação pode ser classificada em dois tipos principais: a meditação mindfulness e a meditação concentrativa.

            Segundo Cahn e Polish[4], as técnicas meditativas concentrativas “caracterizam-se pela restrição da atenção a um único objeto, interno ou externo. Ignora-se qualquer estímulo do ambiente, focalizando uma atividade mental ou sensorial específica, por exemplo, a repetição de um som, uma imagem ou a respiração. Nesse tipo, incluem-se algumas meditações oriundas do yoga, como a meditação transcendental e a meditação budista samatha”. 

         Por sua vez, a meditação mindfulness muda o foco de atenção em um único objeto para a percepção passiva de todos os estados de consciência que ocorrem em sua mente, nesta prática a atenção é receptiva. Menezes e Dell’Aglio[5] atentam que a meditação de plena consciência “é descrita como uma prática de abertura, em que há uma percepção dos estímulos, como pensamentos, sentimentos e/ou sensações, embora a atenção específica mantida seja uma observação livre que não os julga e nem analisa”.

            Na prática, esses dois tipos básicos costumam interagir entre si, constituindo facetas de um mesmo processo, podendo ser utilizadas livremente das mais diversas formas para enriquecer o processo meditativo e adequá-lo aos objetivos do praticante.

 

A MEDITAÇÃO COMO OBJETO DA CIÊNCIA: SUA DESCOBERTA COMO UM PODEROSO MEIO DE TERAPIA HOLÍSTICA

 

            A meditação começou a ganhar atenção dos cientistas no Ocidente a partir do início dos anos 70 com as pesquisas do Dr. Herbert Benson, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, que foi o primeiro a propor-se a registrar quais eram os estímulos fisiológicos provocados pela prática de meditação.

Então, os participantes da pesquisa do Dr. Benson foram levados a laboratório onde eles deveriam praticar a técnica de meditação conhecida com Meditação Transcendental, na qual o meditador senta quietamente e concentra a sua mente numa frase – o mantra – que é repetida durante vinte minutos. Como resultado, houveram diversas mudanças fisiológicas e bioquímicas significantes que permaneceram durante várias horas após a meditação.

Benson constatou que, durante o relaxamento, há a estimulação do parassimpático diminuindo o número de batimentos do coração. A respiração fica mais lenta, diminui a quantidade de oxigênio consumida pelo corpo, há relaxamento muscular, pois a tensão dos músculos fica abaixo dos níveis de repouso e diminui a pressão sanguínea. Há redução dos processos metabólicos orgânicos que leva a um estado de baixo metabolismo. Concomitantemente, há alterações hormonais e modificação das ondas elétricas cerebrais, com predomínio das lentas, alfa e teta[6].

O conceituado Professor de Harvard denominou de respostas de relaxamento a estas mudanças e considerou-as opostas à resposta do estresse. Levantou a hipótese de que a prática regular da meditação poderia ser uma poderosa aliada contra os efeitos nocivos do estresse, bem como levaria o praticante a um melhor controle sobre as suas emoções[7].

A partir de então, inúmeros outros cientistas em todo o mundo têm feito pesquisas sobre a meditação que só confirmam ser ela um poderoso meio de combate a diversas doenças, pois seus efeitos atuam de uma forma geral sobre todo o organismo do praticante, atacando as principais causas que levam às doenças mais frequentes, configurando-se como um importante meio de terapia complementar.

Não apenas isso, a prática meditativa também se constitui como uma poderosa terapia preventiva – aliás, sendo este o objetivo mais comum dos meditadores que a buscam a priori sem fins devocionais –, uma vez que visa promover o bem-estar e o equilíbrio das funções corporais, evitando as doenças crônico-degenerativas.

 

EFEITOS DA MEDITAÇÃO SOBRE A SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO PRATICANTE

            A seguir, será analisado de forma mais detida os principais efeitos positivos que a meditação pode proporcionar àquele que a pratica.

 

Efeitos da meditação no cérebro e sistema nervoso

            Estudos mais recentes têm se mostrado capazes de revelar que a meditação promove uma verdadeira plasticidade cerebral nas pessoas não importando a idade, e isto em um curto período de tempo. Hoje em dia, as técnicas que permitem visualizar imagens do cérebro em ação mostram as sinapses que ocorrem durante a meditação e como elas podem afetar o funcionamento do cérebro como um todo.

            Os cientistas conseguiram demonstrar que a meditação permite exercitar o cérebro, assim como um esportista exerce o resto do corpo, o que nos permite desenvolver ao máximo nossas potencialidades e exercer um maior autocontrole, por meio do controle consciente do sistema nervoso.

            Um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia realizou em 2009 pesquisa com Ressonância Magnética de Imagem (RMI) de alta resolução para estudar o cérebro de meditadores. Eles constataram que certas regiões do cérebro dos meditadores eram maiores dos que os que não meditavam.

            Os resultados mostraram que os volumes do hipocampo, de áreas do córtex óbito – frontal, do tálamo e do giro temporal inferior, que participam da regulação das emoções, estavam significativamente maiores. Tudo indica que um melhor funcionamento dessas áreas cerebrais leva a uma maior habilidade de regulação das emoções e de obter respostas mais bem ajustadas no seu comportamento[8].

            O Dr. Maxwell Cade, em seu livro The Awakened Mind, através da comparação dos cérebros de pessoas que meditam com um grupo de pessoas que não meditam, verificou diferenças em cinco áreas do cérebro. No giro do cíngulo posterior, onde foi encontrado o maior aumento, que é envolvido no divagar mental e auto percepção. No hipocampo esquerdo, que auxilia no aprendizado, conhecimento, memória e controle emocional. Na junção temporo-pariental, que está associada com a introspecção, empatia e compaixão. Na Ponte de Valório, onde uma grande quantidade de neurotransmissores é produzida[9].

 

Efeitos da meditação na Neuroquímica

            O Professor Newberger, em estudo, relatou que durante a meditação há mudanças nas concentrações séricas das seguintes substâncias neuroquímicas e neurotransmissoras: dopamina, serotonina, beta-endorfina, arginina vasopressina – AVP, ácido gama amino butírico – GABA, glutamato, melatonina e norepinefrina[10].

            Todas essas substâncias neuroquímicas são fundamentais para manter o bom funcionamento do organismo humano, propiciando um aumento da sensação de prazer e alegria (dopamina), uma menor sensação de dor (beta-endorfina), um efeito calmante e sedativo (serotonina), um aumento na sensibilidade das regiões cerebrais relacionadas com a entrada de estímulos (norepinefrina), a manutenção da pressão sanguínea (AVP), um melhor sono (melatonina) e um maior foco (GABA).

 

Efeitos da meditação no sistema imunológico

            O sistema imunológico também é favorecido pela meditação. O Professor de Psiquiatria da Yale Judson A. Brewer assevera que o aumento da atividade cerebral relacionada a pensamentos positivos tem influência direta na maior produção de anticorpos. A meditação também intensifica a ação da enzima telomerase, substância que ajuda a combater o processo de envelhecimento.

            A Associação Americana de Urologia já declarou que a meditação é recomendada para ajudar a conter o câncer de mama. Assim como foi feito um estudo no Saint Joseph Hospital, em Chicago, que sugere que a meditação também pode ajudar a lidar com o câncer de mama. Um grupo com 130 mulheres com a doença, todas com mais de 55 anos, foi dividido em dois grupos, um que meditava e outro, não. Constatou-se que o grupo que meditou teve maior resistência para suportar as dores provocadas pela quimioterapia e apresentou uma reação física melhor à doença[11].

 

Efeitos da meditação contra distúrbios mentais

            A meditação tem se comprovado uma poderosa aliada no combate à ansiedade, depressão e estresse. Além disso, é de importante função no tratamento de distúrbios como síndrome do pânico e depressão.

            Em relação à depressão, a prática meditativa tem exercido um efeito notável comparável ao uso de medicamentos antidepressivos. Na Universidade de Hopkins (EUA), foi realizada uma revisão de diversas pesquisas sobre o assunto, que envolveram mais de 3.500 participantes, chegando-se à conclusão que o efeito da meditação sobre a depressão é moderado, de 0,3. Todavia, essa também foi a taxa de sucesso que os medicamentos próprios ao combate da doença obtiveram. Considerando todas as dificuldades que envolvem o tratamento da depressão, valer-se de muitas alternativas de tratamento é sempre um recurso válido.

            A ansiedade, prática mental de projetar-se sempre no futuro, tentando adivinhar, prever e determinar algo que é incontrolável por definição, vem sendo considerada como um grande mal da sociedade moderna. Contra isso, o método meditativo apresenta-se especialmente útil, pois tem como seu fundamento manter a mente no presente, sem divagação em relação ao passado e ao futuro.

            Já sobre o estresse, a meditação tem efeito notável na redução do cortisol, hormônio associado ao estresse, bem como aumenta a produção de endorfina, oxitocina, serotonina e dopamina, substâncias que promovem alegria, bem-estar e relaxamento.

 

Efeito no tempo de prática da meditação

            Convém ressaltar que por quanto mais tempo pratica-se a meditação, preferencialmente com a orientação dos grandes mestres, mais será possível maximizar todos os benefícios e vantagens que ela pode oferecer à vida do praticante.

            Menezes[12] conduziu uma pesquisa em que se pode verificar uma correlação entre o tempo de prática da meditação e os benefícios emocionais que a prática propiciou ao participante.

            Por sua vez, a pesquisa de Brefczybski-Lewis conclui que o tempo de prática meditativa influi em relação aos efeitos cognitivos da meditação. Foi observado que os praticantes com nível médio de prática tiveram uma maior ativação das áreas cerebrais que controlam a atenção em comparação com praticantes iniciantes, enquanto que os participantes mais avançados na meditação tiveram menor ativação das áreas que controlam a atenção, o que pode indicar menor recrutamento das redes neurais necessárias para manter a atenção.[13]

 

Meditação como prática devocional

Ao entrarmos neste tópico, importante destacar a imensa contribuição para o crescimento espiritual da humanidade fornecida pelos grandes mestres orientais, principalmente os Indianos. Muitos deles, homens Santos iluminados que criaram Ordens Espirituais com ordenação de monges e monjas, e através de seu exemplo de vida e ensinamentos, inspiraram muitas pessoas no serviço social e espiritual. Mestres que devotaram sua vida a ajudar pessoas de todas as raças e credos a compreender e manifestar mais plenamente em suas vidas a beleza, a nobreza e a verdadeira divindade do espírito humano.

Sri Swami Paramahansa Yogananda, autor da Autobiografia de um Iogue e de muitas outras obras, nos ensinou, em síntese, acerca da meditação:

“A meditação concentrada e interiorizada tem o objetivo de perceber Deus. A verdadeira meditação, dhyana, é a experiência consciente de Deus por meio da percepção intuitiva. Ela é alcançada somente depois que o devoto atingiu a concentração fixa que o capacita a desligar sua atenção dos sentidos e a permanecer inteiramente livre das impressões sensoriais provenientes do mundo exterior. Dhyana é o sétimo passo do Caminho Óctuplo da Yoga, descrito por Patânjali[14], no qual o oitavo é o samadhi, que significa a comunhão e unidade com Deus[15].”

 

CONCLUSÃO

            Este artigo teve o objetivo de mostrar, ainda que suscintamente, os benefícios que a meditação pode agregar ao corpo e à psique humanas, de forma que o praticante possa usufruir de um maior bem-estar em sua vida, assim como prevenir-se de diversas doenças crônico-degenerativas e do estresse, garantindo uma melhor qualidade de vida à pessoa.

            A meditação no Ocidente ganha cada dia mais credibilidade, sendo objeto de intensos estudos dos maiores centros de pesquisas médicos e psicológicos do mundo, a fim de comprovar seus efeitos. Não apenas isso, a prática meditativa tem sido para muitas pessoas a busca por um novo estilo de vida mais consentâneo com as reais necessidades humanas, para além do atribulado estilo de vida moderno que valoriza a frivolidade do ter sobre o ser e que cultiva sentimentos negativos como a raiva, a angústia e a depressão.

 

REFERÊNCIAS

- Brefczynski-Lewis J A, Schaefer H. S, Levinson D. B. E. Davidson R. J. 2007, Neural correlates of attentional expertise in long-term meditation practitioners. PNAS 104 (27), 11483-11488.

- Cahn, B. R., & Polich, J., 2006, Meditation states and traits: EEG, ERP and neuroimaging studies. Psychological Bulletin, 132(2), 180-211.

- Gyatso, Geshe Kelsano. Caminho Alegre da Boa Fortuna, 1999.

- Newberger A.B. Medical Hypotheses,2003, 61 (2), 282-291.

- Newberger A. B., Iversen J. The neural basis of the complex mental task of meditation: neurotransmitter and neurochemical considerations, Medical Hypotheses, 2003, 61 (2), 282-291.

- Menezes, Carolina Baptista e Dell’Aglio, Débora Dalbosco – Os efeitos da meditação à luz da investigação científica em psicologia: revisão de literatura.

- Menezes, Carolina Baptista. Por que meditar? A relação entre o tempo de prática da meditação, o bem-estar psicológico e os traços de personalidade.

- Santos, Jair Oliveira dos. Meditação: Fundamentos científicos.

- A origem e a história da meditação. Artigo encontrado no sítio virtual:     http://www.redepsi.com.br/2009/02/03/a-origem-e-a-hist-ria-da-medita-o/

- Eliminação do stress e Meditação pelo Neurofeedback e Treinamento Cerebral. Artigo encontrado no sítio virtual:  http://www.alphalearning.com.br/meditacao.html.

- Meditação ganha, enfim, aval científico. Artigo encontrado no sítio virtual: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/meditacao-ganha-enfim-aval-cientifico/.

Yogananda, Paramahansa. A Yoga de Jesus. Editora Self-Realization Fellowship, 2010.

 

 

 

[1] A origem e a história da meditação. Artigo encontrado no sítio virtual:     http://www.redepsi.com.br/2009/02/03/a-origem-e-a-hist-ria-da-medita-o/

[2] Santos, Jair Oliveira dos. Meditação: Fundamentos científicos, p. 5 apud Newberg A.B. Medical Hypotheses,2003, 61 (2), 282-291.

[3] Gyatso, Geshe Kelsano. Caminho Alegre da Boa Fortuna, 1999.

[4]   Menezes, Carolina Baptista e Dell’Aglio, Débora Dalbosco – Os efeitos da meditação à luz dainvestigação científica em psicologia: revisão de literatura apud Cahn, B. R., & Polich, J., 2006, Meditation states and traits: EEG, ERP and neuroimaging studies. Psychological Bulletin, 132(2), 180-211.

[5] Menezes, Carolina Baptista e Dell’Aglio, Débora Dalbosco – Os efeitos da meditação à luz da investigação científica em psicologia: revisão de literatura apud Cahn, B. R., & Polich, J., 2006, Meditation states and traits: EEG, ERP and neuroimaging studies. Psychological Bulletin, 132(2), 180-211.

[6] Santos, Jair Oliveira dos. Meditação: Fundamentos científicos, p. 13-14.

[7] Santos, Jair Oliveira dos. Meditação: Fundamentos científicos, p. 13-14.

[8] Santos, Jair Oliveira dos. Meditação: Fundamentos científicos, p. 21-22.

[9] Eliminação do stress e Meditação pelo Neurofeedback e Treinamento Cerebral. Artigo encontrado no sítio virtual:  http://www.alphalearning.com.br/meditacao.html.

[10] Santos, Jair Oliveira dos. Meditação: Fundamentos científicos, p. 31 apud NEWBERGER A.B., IVERSEN J. The neural basis of the complex mental task of meditation: neurotransmitter and neurochemical considerations, Medical Hypotheses, 2003, 61 (2), 282-291.

[11] Meditação ganha, enfim, aval científico. Artigo encontrado no sítio virtual: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/meditacao-ganha-enfim-aval-cientifico/.

[12] Menezes, Carolina Baptista. Por que meditar? A relação entre o tempo de prática da meditação, o bem-estar psicológico e os traços de personalidade, p. 10.

[13] Santos, Jair Oliveira dos. Meditação: Fundamentos científicos, p. 47, apud BREFCZYNSKI-LEWIS J A, LUTZ A, SCHAEFER H. S, LEVINSON D. B. E. DAVIDSON R. J. ,2007, Neural correlates of attentional expertise in long-term meditation practitioners. PNAS 104 (27), 11483-11488.

[14] Renomado expoente da Yoga, sábio da antiguidade cujos Yoga Sutras descrevem os princípios da senda iogue, dividindo-a em oito passos: (1) proibições morais (yama); (2) prescrições corretas (niyama); (3) postura de meditação (asana); (4) controle da força vital (pranayama); (5) interiorização da mente (pratyahara); (6) concentração (dharana); (7) meditação (dhyana); e (8) união com Deus (samadhi).

[15] Yogananda, Paramahansa. A Yoga de Jesus, p. 143-144, Editora Self-Realization Fellowship, 2010.